Protagonismo
feminino ainda é tabu nas igrejas.
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| Aimée Semple Mcpherson, fundadora da Igreja Quadrangular, hoje presente em mais de 146 países. Foto: Gospel Mais |
“As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei”. Esse trecho de 1Coríntios 14:34 é motivo de muitas discussões nas igrejas protestantes no Brasil. Tido para uns como ordenança de Deus dada ao apóstolo Paulo, proibindo o exercício de liderança e sacerdócio por mulheres, é visto por outros como reflexo da sociedade naquela época (ano I d.C), mas não aplicável aos novos tempos.
A controversa não chega a criar animosidade
entre as igrejas de confissão evangélica, mas é condenada afinco pela maioria
da ala histórica, como Presbiteriana do Brasil e Luterana. Para o Reverendo
Augustus Nicodemus, uma das vozes de maior expressão da Igreja Presbiteriana no
Brasil, biblicamente não há como concordar com a liderança da mulher dentro da
igreja. “Não é uma função que Deus atribuiu a ela”, sentencia.
Não é o que pensa a Igreja Metodista do
Brasil, também de linha tradicional, que desde os anos de 1970 consagra
mulheres pastoras e bispas, que comandam igrejas, ministram aulas em seminários e
faculdades da instituição. Segundo o Ato Complementar 01/2007 da comunidade, aspirantes
a pastoras “precisam ser indicadas e aprovadas por uma Comissão Ministerial
Regional”, mesma condição impostas aos homens.
Já as igrejas pentecostais tem apresentado
maior flexibilidade quanto a consagração de mulheres ao pastorado. A Igreja
Quadrangular, por exemplo, foi fundada por uma, a canadense Aimée Semple
Mcpherson, que após se divorciar, iniciou os trabalhos de sua igreja em 1944,
hoje presente em mais de 146 países.
O mais recente ministério a conceder
liderança às mulheres foi a Assembleia de Deus Madureira do Brás, em São Paulo. Mas elas não podem ser pastoras. São consagradas a missionárias, podendo até dirigir igrejas, mas não recebem o mesmo titulo destinado aos homens.

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